11 TIPOS DE ENCADERNAÇÃO PRA VOCÊ SE APAIXONAR

você por acaso já se pegou pensando que tipo de encadernação é melhor pra executar um projeto ou até pra escolher o tipo de caderno que você quer usar?
existe tanta opção de encadernação que não é de se espantar que role uma indecisão na hora de escolher qual é a melhor.⠀

mas, sabe? acredito que não tem melhor ou pior, acredito que a encadernação ideal é aquela que se adequa melhor a um projeto de acordo com os recursos disponíveis para execução, finalidade, público e utilização, além de gosto pessoal e estética, claro!
entender esses pontos é o que vai nortear as escolhas não só do tipo de encadernação, mas todo os outros elementos da construção de um caderno, planner ou publicação.⠀

trouxe 9 tipos de encadernação, com algumas características básicas de cada uma delas pra você conhecer e saber escolher qual é a ideal para cada tipo de situação.
Desliza o dedinho aí pra conferir!⠀ Inclusive, na foto 8, mostro um sistema de encadernação e apresento uma marca brasileira, nordestina, feita por mulheres.


   BLOCAGEM   

começamos por ela que é a mais simples e acessível de todas.
a blocagem nada mais é do que a união de folhas um bloco de papel através de uma lâmina de cola branca em uma de suas extremidades (normalmente o topo do bloco).
é comum de encontrar esses blocos com a cola colorida, azul ou vermelha. a única diferença é que vai um corante na cola.

essa forma de encadernar é perfeita para blocos em que as folhas serão destacadas, justamente pela facilidade de fazer isso.

no entanto, para cadernos serão bastante manuseados e folheados, não é adequado porque as folhas terminarão por se soltar.

   CANOA   

esse método também é bastante acessível e prático.
muito usada em revistas e publicações independentes, justamente pelo baixo custo.
também está sendo muito usada pelas marcas de papelaria criativa para produzir os cadernos usados para compor um Travaller Notebook (TN).

essa encadernação une a capa às folhas do miolo com grampo. depois é dobrada ao meio (justamente onde foi grampeada) dando forma ao volume.

depois dessa etapa o conjunto inteiro pode ser refilado.

   BROCHURA   

a encadernação brochura é como se fosse uma evolução da blocagem. as folhas podem ser serradas na extremidade que vai receber a cola como forma de fazer a cola penetrar entre as foilhas e suas fibras reforçando a colagem. ou também podem ser grampeadas na lateral e posteriormente recebr uma capa mole que será colada ao miolo.

há também um outro tipo de encadernação que acredito ter ficado conhecida como brochura, devido aos cadernos brochura utilizados no período escolar.

é basicamente uma encadernação canoa, que no lugar de ser grampeada, foi costurada. nesse caso o miolo pode ser costurado e receber a capa posteriormente ou já ser costurada capa e miolo juntos.

   COSTURA JAPONESA   

dentro da enorme gama de tipos de costuras feitas à mão para encadernar, temos essa que é bem charmosinha e fácil de fazer.
ela é ótima para unir folhas soltas, tem uma estética interessante, mas não permite uma boa abertura 180 graus o que limita a sua escolha para alguns projetos.

   COSTURA FRANCESA   

posso estar enganada, me corrija se eu estiver, mas a costura francesa é uma das mais utilizadas para fazer encadernações em formato livro com capa dura e lombada quadrada.

o processo envolve unir através de costura vários cadernos que são previamente dobrados, como um caderno canoa, mas sem grampo e com poucas folhas, normalmente 4 ou 5 e que vão sendo sobrepostos um após o outro até formar um único volume. após finalizada a costura, é feita uma demão de cola sobre as linhas e entre os vãos formados por cada caderno.

depois de prensado e seco, o miolo recebe a capa dura.
se bem executada, esse tipo de encadernação permite uma abertura perfeita de 180 graus.

perfeita para livros, cadernos de artísta, diário e sketchbook.
os adeptos do método bullet journal tendem a preferir cadernos com esse tipo de encadernação.

o resultado final é um volume com ares mais sofisticados e classudos.

   FICHÁRIO   

um método de organizar folhas soltas previamente furadas para inserção em garras articuladas que estão presas á uma estrutura metálica fixada à capa.

a ferragem pode ter 2, 3, 4 e 6 garras e estas podem ter o formato de D ou de O.

é um método prático para arquivamento de documentos ou para situação que as folhas precisem ser removidas ou remanejadas.

também é um produto mais econômico a longo prazo, caso seja usado como caderno, já que quando as folhas acabam, elas podem ser descartadas ou arquivadas em outro local e a capa poderá receber um novo refil de folhas para fichário.

   ARGOLADO   

este é um método bem versátil e fácil de produzir, sendo entre as encadernações mecânicas a mais acessível.

consiste em agrupar folhas soltas prendendo-as à capa, onde ambas já estão previamente perfuradas, por argolas articuladas que são encontradas em diversos diâmetros.

o que a difere do fichário é o fato das argolas não estarem fixadas a uma base de forma que elas funcionam independentes.

   SISTEMA DE DISCOS   

meio diferentão, não muito conhecido, mas que já ganha o coração entre as pessoas apaixonadas por papelaria.

o sistema de discos reune folhas e e capa que são perfuradas em formato de cogumelo onde discos plásticos serão encaixados.
esses discos possuem as bordas mais altas que o centro fazendo com que as folhas fiquem presas a eles.

essa é uma encadernação que permite reposicionamento, retirada ou adição de folhas sem necessidade de remoção ou manuseio dos discos o que torna o uso bastante versátil e flexível.

   WIRE-O OU GARRA DE DUPLO ANEL   

considero a mais charmosinha das encadernações mecânicas.
as folhas e a capa são perfuradas e unidas por um aramado em formato de garra que abraça a estrutura do caderno.

diferente do fichário, essas garras não são articuláveis e depois que a encadernação é finalizada, elas se manterão fechadas impossibilitando reposicionamento das folhas ou substituição do miolo.

um caderno com essa encadernação se torna bastante prático pela possibilidade de abertura 360 graus, reduzindo espaço de uso da mesa.

apesar do furo quadrado ser uma característica marcante desse método e a mais encontrada, também existem equipamentos que fazem a furação no formato redondo.

é uma método de encadernação que exige investimento em equipamentos

   ESPIRAL   

sem dúvida essa é a encadernação mecânica mais popular. quem não sabe o que é um caderno espiral?
é tanto que o caderno wire-o muitas vezes é chamado, equivocadamente, de espiral.

aqui, folhas e capa são furadas no formato redondo e unidas por uma mola que pode ser metálica ou plastica.

assim como no wire-o, não permite reposicionamento de folhas, mas permite abertura 360 graus.

   TRAVELLER NOTEBOOK   

já que eu citei o TN lá em cima e eu sei que pode ser que você não saiba o que é, fecharei essa postagem explicando do que se trata.

não é necessariamente um método de encadernação, mas um sistema que reúne vários cadernos em uma única capa e que são intercambiáveis.

funciona assim:

a capa possui elásticos no centro e é nesses elásticos que cadernos do tipo canoa ou do tipo brochura costurado serão presos.

isso permite que seu usuário crie uma infinidade de combinações de cadernos para as mais variadas necessidades.

agora ficou mais fácil decidir, concorda?

se você quiser conhecer mais a fundo o fantástico mundo da produção de encadernados, vem aqui conhecer o encaderne mais!

encaderne mais

COMO FAZER PERFUME DE PAPEL

você com certeza já passou pela experiência de sentir um cheiro e ter a memória levada diretamente para um lugar ou um momento quase que real.
pode ser o cheiro de bolo saindo do forno que te leva pra casa da avó.
o perfume do seu primeiro amor.
e, pode ser, o cheiro da sua marca favorita.

o ser humano processa informações de diversas formas e quanto mais sentidos forem estimulados, mais fácil dessa informação ficar retida na memória.
acontece que as informações olfativas são processadas de forma muito rápida pela nosso corpo e ficam fortemente ligadas às nossas emoções.
por conta disso os aromas e a memória olfativa podem ser explorados para acrescentar identidade à uma marca e é uma estratégia de marketing adotada por grandes nomes.

mas não se trata só de perfumar suas encomendas com um cheirinho qualquer, um aroma carrega informações e desperta emoções. que mensagem você quer levar pro seu cliente no momento em que ele abre uma caixinha que chegou pelo correio ou que entrar em sua loja? que sentimentos deseja despertar?
por isso é importante pensar e escolher um aroma ou uma combinação deles que seja perfeito pra sua marca.

o cheirinho de La Pomme, era maçã verde, uma aroma que remete à afeto e à alegria da infância, os dois sentimentos mais fortes que a marca deseja despertar nas pessoas. alegria significa expressar o prazer de viver.

como seria o cheiro da sua marca?

depois que você definir isso, volta aqui que eu te conto como fazer o seu próprio perfume de papel (mas que serve para quase tudo)

é fácil! prometo!

é simplesmente misturar:

95% de álcool de cereais (é o melhor pq tem menos resíduo de cheiro e influencia menos o cheiro final do perfume)
5% de essência (é importante que seja uma essência de qualidade pra dispensar o uso de fixador)
mistura bem devagar, mas mistura bastante.

eu fazia isso e colocava na geladeira dentro de um saco plástico amarrado (pra não deixar cheiro na geladeira) por uma semana. mas, aprendi com Peter Paiva um truque para fixar a essência de forma mais eficaz:
*inclusive foi na loja dele que comprei os materiais.

coloca o perfume por 3 dias no congelador e 1 dia fora. repete esse processo 3 vezes até completar 12 dias.

depois é só abastecer um vidrinho com válvula spray e borrifar a uma distância de um palmo do objeto.
*vale testar antes pra saber se não vai manchar ou danificar o produto, heim?

se tu fizer, tu me conta se deu certo?

DECORAÇÃO, PERTENCIMENTO, CASA PRÓPRIA E ABUNDÂNCIA

Volto 3 anos no tempo, moro num lugar ao qual me sinto pertencente. Lugar que transformei em lar. Onde vi minha filha crescer, aprender a ler e a criar laços…
Tinha um jaRdim delicioso, onde eu me sentia plena. Mas apesar disso tudo eu sabia que aquele não era o meu lugar e sentia que era hora de buscar o que era meu.

Passamos um ano procurando um nova casa em uma nova cidade e estado.
Um ano de muito sentimento misturado, dúvidas, esperanças, incertezas… Momentos de exaustão, medo de não conseguir, mas ao mesmo tempo uma certeza absurda que que ia rolar, de que a gente ia encontrar o que a gente tava procurando. A gente precisava de um milagre.

E assim foi.
Dia 5 de julho de 2013 eu entrava pela primeira vez na minha casa. A minha! Aquela que eu não precisaria pedir autorização pra fazer uma jardim ou pra quebrar uma parede.
Alguém consegue imaginar a alegria que eu, Eder e Doricas vivíamos naquele momento?
Como eu ia decorar e transforma minha casa nova num lar, que me representasse, em que eu me sentisse bem, em que eu me sentisse pertencente? Como seriam os próximos dias, meses, anos?

Eu prometi ir mostrando as transformações aqui não foi? Prometi mostrar a casa e mostrar à medida que um lar fosse nascendo.
Isso aconteceu pouco, bem pouco mesmo… A verdade é que eu fui permitindo que essa alegria fosse morrendo. Eu fui me conformando e de repente eu me vi triste com a minha casa.
Quando mudamos eu, sem querer, criei uma regra. A regra de que eu não podia gastar dinheiro com decoração naquele momento e que também não tinha tempo.
Eu alimentei essa regra e mesmo que tivesse mexido aqui e alí e feito muitas tentativas, mesmo que tivesse tentando fazer alguma coisa, a danada da regra de que eu não podia gastar dinheiro com a decoração da casa deu força à regra de que eu só poderia decorar a casa quando sobrasse dinheiro.
Ora bola, quantas vezes eu arrumei cantinhos deliciosos com criatividade e com o que eu já tinha em casa? Porque agora que eu realmente precisava fazer dessa forma tinha que ser diferente, porque agora era um empecilho?

Mas foi assim que foi.
Eu fiquei triste porque não tinha mais um jardim lindo pra cuidar, pra relaxar.
E porque eu não tinha disponível a grana suficiente pra construir um rápido, eu também não me permiti ir construindo um aos poucos.
Porque eu acreditei que não tinha grana pra realizar as mudanças que eu gostaria, eu deixei de realizar as mudanças que eu poderia.

Num determinado dia eu me percebi dizendo que não gostava daqui. Foi doído perceber isso, foi sim.
Mas a parte boa foi que eu percebi que eu poderia mudar isso, eu percebi que eu estava olhando só o que eu não tinha, que eu estava me conectando com a escassez e por isso não enxergava a abundância e o que eu já tinha.

Eu tinha latas de tinta e corante guardados
Eu tinha móveis, estragando na chuva…
Eu tinha paredes vazias na sala e quadros estragando entulhados no “quartinho da bagunça”
Eu tinha janelas precisando de cortinas e tecidos guardados mofando.
Eu tinha caixas para sapato guardadas acumulando poeira e sapatos soltos embaixo da cama.

Eu aprendi que eu precisava me reconectar, olhar para o que eu queria e não para o que eu não queria. Colocar energia no que eu eu quero, porque o que cresce é aquilo em que eu coloco energia e atenção. Se eu voltar minha atenção para o que eu não quero, adivinha o que vai crescer?

Bom… Uns meses depois
AINDA não tenho a entrada dos meus sonhos, mas tenho móvel turquesa me recebendo com alegria e me lembrando de que eu posso.
Quando eu abro a porta de casa a primeira coisa que vejo é uma parede INCRÍVEL, me lembrando que eu posso porque eu acredito.
E quando eu sento pra trabalhar, tem uma cortina, LINDA que eu estampei com carimbo, que costurei e que me deu uma satisfação enorme de fazer, de ver ficar pronta, principalmente por ter envolvido todos aqui em casa. Ela é o meu lembrete de que se eu acreditar, eu posso voar.

Eu ainda não tenho um jardim dos sonhos, é verdade. Mas é no meu quintal tem um pé de caju, alguns de mamão. Um de acerola e um de pitanga (esses ainda não dão, mas um dia darão). Tem um muro horríveeeeel, que está ganhando vida enquanto uma trepadeira LINDA cresce abundantemente e cobre de verde e lilás a feiura do muro.
E eu tenho tempo pra cultivar no meu quintal o que eu quiser, aos poucos, com calma, com o que está disponível no presente e aguardando o que anda ainda não está disponível, mas que virá.
E cada vez que eu faço uma almofada nova, ou penduro um quadrinho o prazer e a alegria de ter um lugar pra chamar de meu, só aumenta.

O curioso é que eu percebi isso tudo, quando comecei a fazer um treinamento para crescer o meu negócio.
Foi ouvindo Simone Mitjans (minha mentora de sucesso, olha que máximo!) que eu fui olhando pra dentro de mim, me conhecendo e percebendo como a gente cria regras que só nos atrapalham e que muitas vezes nem nos damos conta disso.
Eu estou aprendendo a dizer sim a mim mesma e a me apaixonar por mim e por minhas potencialidades.
Se quiser saber mais sobre isso, pode me perguntar que eu terei uma alegria imensa em te apresentar a Simone. (É só deixar nos comentário)

E eu estou me comprometendo a voltar aqui mais vezes para falar de mais mudanças que ando realizando por aqui (inclusive trazer coisas que fiz e nem mostrei antes).
Não sei ainda qual será a frequência, mas eu volto logo. Prometo!

Um beijo cheio de carinho e saudade!

Evinha


esse post foi publicado originalmente no antigo blog: as peripécias de eva agora ele compõe o acervo/arquivo de evinha c!

MATERIAL NOVO NA LA POMME: NEOPRENE

Ando tão felizinha com minhas criações na La Pomme que mesmo com o blog abandonadinho, precisei vir aqui mostrar pra vocês as fofuras novas que já estão na loja.
Em 2015 decidimos que só vamos ter na loja produtos confeccionados por nós. Isso é uma conquista muito grande pra mim que amo criar, desenvolver, produzir…
Desse movimento, começam a nascer nossos novos bebês. Vem ver:


Ó, se curtiu, pode ir direto lá na loja ver mais de pertinho: lapomme.net.br
E se você gosta de acompanhar meu trabalho na La Pomme, te convido a assinar a {CAIXA DE SORRISOS} e receber em sua caixa de entrada, e-mails escritos com muito carinho sobre tudo que acontece no ateliê! É só clica no link: http://bit.ly/caixadesorrisos


esse post foi publicado originalmente no antigo blog: as peripécias de eva agora ele compõe o acervo/arquivo de evinha c!